Padrões de consumo de bebidas alcoólicas

6 junho, 2019

Conheça os principais padrões de consumo de álcool mencionados na literatura científica.

Conhecer e entender padrões de consumo de álcool são um passo importante para prever as consequências de seu uso e para criar medidas que contribuam para mudar hábitos nocivos. A progressão do uso para o padrão de dependência é sutil e decorre não somente da quantidade consumida, mas também da frequência, circunstâncias deste consumo e consequências para a saúde.

Assim como no conceito de dose padrão, existem variações nas definições de padrões de consumo elaboradas por diferentes instituições. Seja qual for a fonte, a elaboração desses padrões é orientada por aspectos médicos e psicossociais, visando sempre auxiliar as pessoas na compreensão do tema, considerando os potenciais efeitos nocivos, para o indivíduo e para a sociedade.

De acordo com a OMS (2010), se uma pessoa bebe, corre riscos de saúde e outros problemas, especialmente se consome mais de 20 g de álcool puro por dia ou se não deixar de beber pelo menos dois dias na semana. Ainda segundo a instituição, não existe um nível seguro para o uso de bebidas alcoólicas, visto que mesmo pequenas doses ainda podem estar associadas a riscos significativos. É o caso de pessoas com maior predisposição para desenvolver doenças hepáticas ou vulnerabilidade genética para dependência do álcool e, portanto, devem ter cuidado com o consumo dessa substância em qualquer quantidade ou frequência - ainda que hajam estudos que mostrem potenciais benefícios do consumo leve a moderado para diminuição de risco de algumas doenças cardiovasculares e diabetes do tipo 2.

Já o NIAAA (ARCR EDITORIAL STAFF, 2018) reconhece as diferenças entre os sexos em suas recomendações e orienta aos homens que não bebam mais que 4 doses em único dia, se limitando ao máximo de 14 por semana. Mulheres e idosos (acima de 65 anos), por sua vez, devem se limitar a 3 doses em um único dia, sem ultrapassar 7 doses por semana.

O Beber Pesado Episódico (BPE) é definido pela OMS como o consumo de 60 g ou mais de álcool puro (cerca de 4 doses ou mais no Brasil) em pelo menos uma ocasião, no último mês. Esse comportamento está relacionado a maior risco de prejuízos imediatos, como amnésia alcoólica, quedas, envolvimento em brigas, acidentes de trânsito, sexo desprotegido e intoxicação alcoólica. Se frequente, o BPE pode aumentar o impacto negativo do álcool em diversos órgãos e sistemas, especialmente: trato gastrointestinal, fígado, pâncreas, sistema nervoso e sistema cardiovascular.

para saber mais, baixe gratuitamente nosso relatório "Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2019" em nosso site:

http://www.cisa.org.br/panorama2019

Additional Info

  • Referencias:

    OMS. Self-help strategies for cutting down or stopping substance use: a guide. Genebra, Suíça: Organização Mundial da Saúde, 2010b. Disponível em: ARCR - ALCOHOL RESEARCH: CURRENT REVIEWS EDITORIAL STAFF. Drinking patterns and their definitions. Alcohol research : current reviews, v.39, n. 1, p. 17-18, 2018.

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