Vigitel Brasil 2019: dados sobre consumo de álcool

26 maio, 2020

Confira os dados da pesquisa Vigitel com as tendências sobre o tema.

O Ministério da Saúde divulgou os resultados do inquérito Vigitel – sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – referentes ao período entre os meses de janeiro e dezembro de 2019. Realizada anualmente por meio de entrevistas telefônicas em todas as capitais brasileiras e Distrito Federal, essa pesquisa coleta dados de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como diabetes, câncer e hipertensão arterial. Além disso, monitora os fatores de risco relacionados, como uso abusivo de álcool, tabagismo, alimentação não saudável e inatividade física.

As informações obtidas permitem acompanhar a mudança na prevalência desses quadros, bem como nos hábitos da população brasileira, auxiliando a elaboração de programas para minimizar seus impactos, tais como ações de prevenção e promoção de saúde. O levantamento de 2019 teve amostra composta por 52.443 indivíduos de ambos os sexos, com idade a partir de 18 anos. Dentre os dados levantados, estão a proporção de pessoas que relataram fazer uso abusivo de álcool* e dirigir após consumo de bebidas alcoólicas.

A publicação indicou que, nas 27 capitais, a frequência de consumo abusivo* de álcool nos 30 dias anteriores à pesquisa foi de 18,8%, variando entre 14,2% em Natal e 24,3% em Salvador. Esse padrão é mais frequente em homens (25,3%) e foi mais observado nas capitais Cuiabá (33,1%), Salvador (31,7%) e no Distrito Federal (30,9%). Entre as mulheres a frequência de consumo abusivo aumentou de 11% em 2018 para 13,3% em 2019, com destaque para as capitais Salvador (18,1%), Rio de Janeiro (17,6%) e Palmas (17,4%). Em ambos os sexos, a frequência de consumo tendeu a reduzir com a idade e a aumentar com os níveis de escolaridade.

Entre as mulheres, nota-se crescimento do consumo abusivo ao longo do tempo, em especial as mais jovens (18 a 24 anos) e mais escolarizadas (acima de 12 anos de escolaridade), conforme gráfico abaixo.

Com relação ao hábito de beber e dirigir, 5,6% dos entrevistados relataram esse comportamento. Mais uma vez, a maior frequência desse hábito se deu entre os homens (9,7%). Entre as mulheres, 2,1% das entrevistas admitiram terem conduzido veículos automotores após o consumo de bebidas alcoólicas. Na totalidade da amostra, tal prática diminuiu a partir dos 35 anos de idade, entre as mulheres, e a partir dos 45 anos entre os homens, aumentando intensamente escolaridade. Os resultados de 2019 mostram estabilidade em relação ao ano anterior (2018), quando o índice de relato de beber e dirigir foi de 5,3% da amostra total (9,3% entre homens e 2% entre mulheres).

Os dados do inquérito Vigitel podem ser encontrados em:
https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/27/vigitel-brasil-2019-vigilancia-fatores-risco.pdf

Para saber mais dados sobre o consumo de álcool no Brasil e consequências à saúde, confira nossa publicação Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2020.

 

*Uso abusivo de álcool é definido como consumo de 4 ou mais doses (se mulher) ou 5 ou mais doses (se homem) de bebida alcoólica, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias.

Additional Info

  • Fonte:

    Vigitel Brasil 2019: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde.

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