Quanto é uma dose de álcool? Depende do tamanho do copo? Varia entre os diferentes tipos de bebidas? Acesse aqui para saber as respostas.

História do Álcool

junho 27, 2004

Acredita-se que a bebida alcoólica teve origem na Pré-História, mais precisamente durante o período Neolítico quando houve a aparição da agricultura e a invenção da cerâmica.

A OMS divulgou o Relatório Global sobre Álcool e Saúde 2018, com dados atualizados e avaliações sobre os avanços nas políticas do álcool no mundo.

Conheça os principais padrões de consumo de álcool mencionados na literatura científica.

Durante a pandemia de COVID-19, alguns mitos foram criados, como a ideia de que o álcool poderia proteger do contágio do novo coronavírus. Para desfazer esse equívoco e esclarecer a população mundial, a OMS lançou um guia de informações importantes sobre consumo de álcool e COVID-19.

O álcool etílico (etanol) é a substância das bebidas alcoólicas responsável pela maior parte dos danos decorrentes do seu consumo nocivo. Infelizmente, outras substâncias tóxicas, tais como o metanol, podem ser adicionadas a bebidas adulteradas que são produzidas informal ou ilegalmente; ou elas podem estar presentes em produtos alcoólicos não destinados ao consumo humano, como desinfetantes para as mãos. Essas substâncias podem ser fatais, mesmo em pequenas quantidades, ou levar à cegueira e doença renal, entre outros problemas. De acordo com relatos da mídia, mortes relacionadas à ingestão de tais produtos alcoólicos já ocorreram em alguns países durante o surto de COVID-19, com base na crença enganosa de que eles ofereceriam proteção contra o vírus.

Para evitar esse tipo de desinformação, a OMS esclareceu1 que o consumo de qualquer tipo de álcool não previne nem cura COVID-19 ou qualquer outra doença. Ao contrário, seu consumo – especialmente o pesado – está associado ao enfraquecimento do sistema imunológico e, portanto, de sua capacidade de combater diversas doenças, inclusive as infecciosas, como é o caso da COVID-19.

 

Mitos gerais sobre álcool e COVID-19

Mito: O consumo de bebdas alcoólicas destrói o vírus que causa a COVID-19.

Fato: O consumo de bebidas alcoólicas não destruirá o vírus; inclusive pode até aumentar os riscos para a saúde se uma pessoa for infectada pelo vírus. O álcool (a uma concentração de pelo menos 60% em volume) funciona como desinfetante na pele, mas não tem esse efeito dentro do organismo quando ingerido.

Mito: Beber álcool forte mata o vírus presente no ar inalado.

Fato: O consumo de álcool não mata o vírus presente no ar inalado; não desinfeta sua boca e garganta, e não fornecerá nenhum tipo de proteção contra a COVID-19. O consumo nocivo de álcool (cerveja, vinho, bebidas destiladas ou álcool à base de plantas) debilita a imunidade e a resistência ao vírus.

 

 

Álcool: o que fazer e o que não fazer durante a pandemia de COVID-19

  • Manter-se sóbrio ajuda a manter a vigilância, agir rapidamente e tomar decisões que afetarão a si próprio e aos outros.

 

  • Se você beber, consuma o mínimo possível e evite ficar intoxicado.

 

  • Certifique-se de que crianças e jovens não tenham acesso ao álcool.

 

  • Discuta com crianças e jovens os problemas associados à bebida e à COVID-19.

 

  • Nunca misture álcool com medicamentos, mesmo remédios à base de plantas ou sem receita, pois isso pode torná-los menos eficazes ou aumentar sua potência tornando-os tóxicos e perigosos.

 

  • Mantenha os produtos de higiene que contenham álcool fora do alcance de crianças e pessoas que possam fazer uso indevido deles.

 

  • Ao trabalhar em casa, siga as regras usuais do local de trabalho e não beba. Lembre-se de que, após o almoço, você ainda deve estar em condições de trabalhar - e que isto não é possível se você estiver alcoolizado.

  

  • Você pode pensar que o álcool ajuda a diminuir o estresse, mas, na verdade, não é um bom mecanismo de enfrentamento. Seu consumo abusivo aumenta os sintomas de pânico e transtornos de ansiedade, depressão e risco de violência doméstica.

 

  • Para lidar com a tensão, tente praticar exercícios físicos dentro de casa. A atividade física fortalece o sistema imunológico e, em geral - a partir de uma perspectiva de curto e longo prazo - é uma maneira altamente benéfica de passar o período de quarentena.

 

Confira também outros artigos do CISA sobre o consumo de álcool durante a pandemia:

COVID-19: a rotina do confinamento tem influenciado seu consumo de álcool? https://cisa.org.br/index.php/sua-saude/informativos/artigo/item/214-covid-19-confinamento-consumo-de-alcool

Idosos, isolamento social e abuso de álcool durante a quarentena: https://cisa.org.br/index.php/sua-saude/informativos/artigo/item/217-idosos-isolamento-social-e-abuso-de-alcool-durante-a-quarentena

Abuso de álcool e violência doméstica em tempos de pandemia: https://cisa.org.br/index.php/sua-saude/informativos/artigo/item/222-abuso-de-alcool-e-violencia-domestica-pandemia

Relatório da OMS traz informações sobre o consumo de álcool no mundo e avalia os avanços realizados nas políticas do álcool desde 2010.

Dia 8 de março é o dia internacional da mulher. Quer saber mais sobre os impactos do álcool na saúde da mulher?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recentemente o relatório World Health Statistcs 2018. O documento faz parte de uma série de publicações anuais de estatísticas de saúde dos 194 Estados-Membros da OMS, centradas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reunindo indicadores relevantes para a área da saúde. A publicação está organizadas em três partes.

Acidentes de trânsito representam uma das principais causas de morte em jovens e beber e dirigir é o principal fator de risco. No mês da semana nacional do trânsito, confira dados do impacto da "Lei Seca" na redução de acidentes.

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