Pesquisas recentes têm analisado as diferenças nos efeitos do álcool no organismo feminino.

Como as bebidas alcoólicas impactam na saúde feminina? Confira as informações que o CISA selecionou sobre o tema.

Estudo mostra que mulheres que fazem consumo moderado de álcool têm menor risco de desenvolver câncer de ovário se ingerirem ácido fólico.

O consumo de álcool (1), assim como o uso de reposição hormonal na pós menopausa (2) são fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento de câncer de mama. Um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine procurou verificar se existe uma associação somativa destes dois fatores de risco na doença.

Dia 8 de março é o dia internacional da mulher. Quer saber mais sobre os impactos do álcool na saúde da mulher?

O uso de álcool tem aumentado entre elas, não só em relação à quantidade, mas também à frequência.

Álcool e Gravidez

agosto 12, 2004

O uso de álcool durante a gravidez pode trazer inúmeros problemas para a criança, incluindo hiperatividade, déficits de atenção, aprendizado e memória.

Dr. Luiz Claudio Santos Thuler é médico com especializações em clínica médica e saúde pública. Pesquisador do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva - INCA. Orientador da dissertação de mestrado "Consumo de bebida alcoólica como fator de risco para o desenvolvimento de complicações da ferida operatória em mulheres com câncer de mama: estudo de uma coorte hospitalar.

Confira os dados da PNS 2019 sobre o uso de bebidas alcoólicas pelos brasileiros.

 

Foram divulgados pelo IBGE os dados de consumo de álcool e outros parâmetros de saúde da população adulta brasileira, coletados em 20191.

Em comparação com a PNS realizada em 2013, houve um aumento do consumo semanal de bebidas alcoólicas em 2019 (de 23,9% para 26%). Isso foi impulsionado principalmente pelas mulheres, cujo indicador passou de 12,9% para 17%, um aumento de 4,1 pontos percentuais no consumo de álcool semanal2. Como já alertado pelo CISA, as mulheres são mais sensíveis ao álcool do que os homens e isso pode trazer complicações importantes para a saúde. Os dados da PNS 2019 são consistentes com outras pesquisas que indicam o crescimento do uso de álcool nessa população e reforçam a necessidade de estratégias de prevenção específicas.

Outro fator preocupante apresentado pelo IBGE foi o beber e dirigir: 17% dos motoristas brasileiros relataram tal comportamento. Como divulgado pelo CISA, essa combinação pode ser fatal, sendo um relevante fator de risco para acidentes no trânsito. Essas prevalências não são homogêneas em toda a federação, assumindo valores mais altos na região norte (23%). Ainda assim, a menor prevalência de “beber e dirigir” foi de 14,8%, observada nas regiões sul e sudeste, o que é muito preocupante, principalmente levando em consideração que, somadas, as regiões abarcam mais da metade da população brasileira.

 

 

 

 

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